quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Monstro do lago ness

Fan fic: O percursor da morte, parte 8

Esta fan fic NÃO É baseada em factos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.


 Dia 11, Domingo, continuação

 À porta da casa do avô, estava eu, sentado nas pequenas escadas, em baixo da porta, à espera que ele finalmente regressasse para depois nunca mais voltar. Enquanto esperava, não pude deixar de observar pequenos montes de terra escavados em áreas separadas, espalhadas pela porção de quintal visível frontalmente. Não pareciam ser escavações de toupeiras ou ninhos de formigas... na verdade, nem pareciam ser montes arquitetados naturalmente. Tanto novela que eu fiz na minha cabeça para me aperceber que eram apenas escavações feitas por pás. Eu podia entender isso, mas porque é que todos aqueles montinhos estavam tão espalhados pelo terreno? Será que é alguma planta que necessita de muito espaço para crescer? Ainda que estivesse junta a uma cerca e a uma laranjeira?

Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, ouvi dois sons agudos, seguidos, mas separados por um intervalo de tempo irrisório. Olhei para a frente, alarmado e vi que era o meu avô, dentro do seu carro, acabado de vir da missa. Estacionou o carro, precisamente, numa área onde estavam espalhados alguns montes de terra. O seu carro era um Fusca antigo, dotado de uma armadura bastante extensa, sendo que o veículo em si também não era realmente pequeno, ainda por cima estacionado de uma maneira provável e intencionalmente irregular. Talvez quisesse esconder alguma coisa e é pena que não durou o suficiente para ocultar as restantes, caso existam.

Aparentemente, não se esqueceu do compromisso e até perguntou pelos planos programados ainda antes de eu lhe poder ter comunicado alguma coisa. Então, sem mais rodeios, continuámos em direção à minha casa. Por momentos, pensei que tudo estava a correr bem demais para ser realidade, mas, de acordo com esta, foi mesmo assim que ocorreu. Assim que entrámos em casa, ele começou a rir, alto, às gargalhadas, trocando posteriormente para gritos de dor. Eu não sabia o que estava a acontecer, mas precisei de o calar, senão, reunir-se-ia uma multidão em redor da casa e eu seria descoberto. Ele estava exatamente atrás de mim e tinha deixado a porta aberta. O hall de entrada era muito estreito e o meu avô estava a fazer movimentos estranhos e agitados em redor do local, como se tivesse a sofrer uma convulsão, mas em pé. A única maneira de fechar a porta, de modo a que ninguém pudesse mais observar o que estava a acontecer no interior e para que o barulho alto dos seus gritos fosse abafado era dar-lhe um encontrão, de modo a que batesse na porta (que fecha de dentro para fora). Ocasionalmente, ele poderia ser morto ao tombar violentamente no chão.

Assim o fiz. A porta emitiu um estrondo também elevado, mas era algo menos perturbador ou estranho do que ouvir um idoso a gritar dentro de casa. Sentado no chão, olhou para mim, levantando a cabeça. Ele estava desprotegido, não tinha nada em seu redor que pudesse auxiliá-lo, nem que fosse durante um momento, contra um assassino auto-qualificado. Por outro lado, do meu, mais precisamente, estava um castiçal de velas, livros pesados (que matariam uma vítima frágil apenas com um golpe certeiro na cabeça), tesouras, esferográficas, enfim, tantos objetos que não me serviriam de nada para terminar bem sucedido numa luta contra adversários à altura, facilmente puderam ajudar-me numa luta contra um ser fraco e inútil. Agarrei então numa enciclopédia enorme, de capa rija e espremi-a na cabeça do idoso. Antes de começar a babar-se em sangue, disse as suas últimas palavras:

"Hás-de pagá-las!"

Senti calafrios quando ouvi esta frase, sabendo que ele estava perdido de medo, mas ainda com forças de conseguir ameaçar alguém, indiretamente, ainda com a condicionante de estar às portas da morte. Mas tudo tinha acabado. Provavelmente, fui alvo da sua senilidade. Bem o espero.
Agora, tinha duas casas nas minhas mãos. Poderia finalmente dormir numa casa livre de odores pútridos. Também tive a oportunidade de conferir alguns pertencentes arcaicos, na casa do idoso, que provavelmente render-me-iam bastante, nestes dias atuais

Ainda antes de adormecer, mas após o início de uma sessão de sono extensa, a nível local, lá para as onze da noite, regressei à casa do idoso, não só para transportar para lá os meus bens que poderiam, eventualmente, fazer-me falta (telemóvel, computador, carteira, etc.), mas também para descobrir o que estava escondido nos pequenos montes de terra que sarapintavam o jardim. Como eu moro num bairro calmo, com poucos condutores e passeantes noturnos, não havia problema em escavar porções de um terreno mesmo estando, tecnicamente, à vista de toda a população.

Com os candeeiros de rua a iluminarem a área, não houve dificuldades nenhumas para localizar os montes de terra, onde, provavelmente, houve o enterro de algum artigo cuja existência quisesse ter sido deixada em segredo. Porém, já era tarde demais para que alguém pudesse ocultar qualquer segredo cujas pistas foram deixadas relativamente expostas ao público, ainda para mais quando se restringe a uma pequena percentagem que demonstra uma grande curiosidade pelo mórbido...

Nunca me arrependi tanto por uma decisão tomada por mim. Nas primeiras escavações, que fiz com uma pá, nos montes de terra que estavam descobertos para o ar, não vi nada. Mas eu não desisti por aí, infelizmente. Após ter escavado todos os montes que via e não ter encontrado nada, lembrei-me que, debaixo do Fusca estacionado no terreno, ainda haviam alguns escavações cujo interior ainda era um mistério. Tive de empurrar o veículo por trás, de modo a que lhe pudesse conferir alguma locomoção, mesmo não estando a trabalhar. Estavam, realmente, mais alguns montes de terra naquela área e comecei a escavá-los até bater em alguma coisa que produziu um barulho seco. Não fazia ideia do que poderia ser, portanto, escavei em redor para conseguir desenterrar o objeto mais facilmente.

Enquanto escavava, encontrei outros objetos aparentemente semelhantes, que até provocaram um barulho idêntico. Pareciam frascos e encontrei alguns exatamente abaixo dos montes de terra, só que alguns ainda estavam todos por cima uns dos outros, revelando que os restantes montes que ainda não tinham escavado não estavam a esconder nada, possivelmente. Quando tirei dois dos frascos que estavam enterrados, caí para trás, totalmente enojado com o que tinha visto: dentro deles, estavam pedaços retalhados de genitais que pareciam ser de uma pessoa idosa... flácidos, rugosos e manchados de sangue, totalmente dissecados ao pormenor, como se tivessem sido cortados por um cirurgião. Era possível identificar um pénis cortado aos bocados e testículos, também totalmente desfeitos. Estes pedaços de carne e sangue encontravam-se em três dos cinco frascos enterrados. Os outros dois, estavam alagados de um líquido branco que parecia ser espesso, semelhante a esperma. Eu não sei a quem é que aquele esperma pertencia, porque eu só tive a certeza de uma coisa naquele momento:

Estava prestes a vomitar o que tinha comido antes. Eu não sabia o que é que deu ao meu avô para fazer uma coisa destas, tão aterrorizante e doentia, que até conseguiu repugnar um assassino com tanta facilidade. Ainda bem que não me deixei vencer por ele, porque de certeza que eu teria uma morte lenta e horrorosa...

domingo, 13 de setembro de 2015

sábado, 12 de setembro de 2015

Monstro do lago ness

Fan fic: O percursor da morte, parte 7

Esta fan fic NÃO É baseada em factos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.

Dia 11, Domingo, continuação

Ainda que deixada por terminar esta dura missão, senti a necessidade de procurar por prazeres próprios. Diz-se que quem não arrisca, não petisca, mas, na verdade, eu já trabalhei no duro em apenas uma noite e ainda tentei reproduzir os mesmos eventos hoje de manhã. Há cerca de um dia que não tive oportunidade para descansar, nem para desfrutar de nada em específico. Foi quando surgiram na minha cabeça, pensamentos de labor sexual, muito perversos. Como eu não estava envolvido com ninguém e sabia que não poderia estuprar uma mulher aleatória que visse na rua, tentei lembrar-me de alguém próximo de mim que pudesse fazer brotar todos os meus desejos perversos, de modo a torná-los físicos, reais...

Não precisei de muito tempo para me recordar da pessoa pela qual sempre tive uma obsessão louca de amar e praticar uma relação sexual: a minha prima Lara.
Podia considerar Lara, de perto, a rapariga mais bonita, sensual e apetitosa que conseguiu passar mais de cinco minutos comigo. Ostentava longos cabelos louros, olhos verdes e muito claros, como se fosse cega. Os seus lábios eram vermelhos, carnudos, tão atraentes. O seu corpo era maravilhoso: um rosto belíssimo, peitos levantados, ombros delicados, uma fachada saudável e umas pernas elegantes. É possível que nem tudo nesta lista esteja na de um alheio de rua, mas são os meus gostos carnais. E quando eles são perfeitos, os meus instintos sexuais liberam-se, tal como na reprodução dos anfíbios.

Tinha imensas fotografias dela guardadas no computador e de vez em quando, espiava as suas atividades nas redes sociais, com esperanças de que fosse revelar uma imagem sua com mini-saia ou um pequeno top. Há quem condene isto tudo o que descrevi e penso, no entanto, ninguém me pode privar de sentir atraído sexualmente por um integrante da família. Se eu pudesse, mataria todos aqueles que nos rodearam durante anos apenas para ficar com Lara, para todo o sempre. Mas sabia bem que isso não seria possível, dado que a minha afirmação perante a família era universal e não poderia deixar ninguém de lado, infelizmente. Mas quem sabe se ela não iria denunciar os meus atos à polícia futuramente? Além disso, quem me garante que eu não vá encontrar uma parceira de estética semelhante?

Pensei em encontrar-me com ela logo no momento. Dado que me lembrei dela instantaneamente, não tão rápido poderia ser eu a esquecer-me da sua imagem preciosa, que após o pallor da sua morte, mais branca e pura ficaria.
Mas o grande problema era o dia: domingo, dia de descanso. Bem apostei que os meus tios estivessem com ela e como a sua casa não era perto da minha, de certo que achariam estranho eu aparecer lá, de um modo inconvencional, sem os meus pais por perto. Além disso, não poderia matar os meus tios facilmente, dado que eu não tinha uma arma de fogo e assim que demonstrasse um comportamento sinistro, seria logo denunciado, com as três entidades ainda vivas, possivelmente. Portanto, apenas poderia satisfazer os meus desejos no dia seguinte, quando os adultos estivessem ausentes. Lara é filha única, tal como eu, portanto, espero não encontrar mais ninguém em casa. Rezo por dois.
Quanto a este dia, apenas necessitei de esperar pelo regresso do idoso e passar uma boa tarde e noite a engendrar atos e situações humanamente influenciáveis, para garantir que Lara nunca mais regressaria da sua primeira sessão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Monstro do lago ness

Fan fic: O percursor da morte, parte 6

Esta fan fic NÃO É baseada em factos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.


Dia 11, Domingo

Após uma boa noite de sono, passada com um cheiro incómodo, mas não nauseabundo, com os cadáveres das pessoas que me ensinaram o quão pútrida a humanidade consegue ser, ainda em livor mortis, continuei a engendrar mais planos para a minha vitória a nível familiar, para ser o único sobrevivente, capacitado para escalar uma montanha de corpos inúteis embebidos em sangue.

Ainda eram 8 horas da manhã quando acordei e me lembrei de um compromisso que a minha família tinha marcado para este dia: visitar o meu avô (materno). Não era uma tarefa difícil, dado que a sua vivenda era localizada a poucos passos da nossa. Essa marcação estava agendada para a tarde, mas eu tive que me apressar. Eu sabia que ele ia, todos os domingos de manhã, a um certo local: a missa. Já todos sabem que os inocentes melros do meu ninho possuem todos (ou quase todos) uma fé em Deus e outra divindades alheias. O meu avô, em especial, era bastante religioso e nunca deixou a sua fé, nem mesmo quando a sua esposa faleceu de cancro do pulmão, no ano passado. Aparentemente, a sua crença em entidades imaginárias é ainda mais importante do que a pessoa com a qual passou a maior parte da sua vida, que no mínimo, era real e palpável.

Mas existe algo que a fé nunca poderá retirar do corpo deste velho: os seus problemas cardíacos, já num estágio bastante avançado. Quase que aposto que as suas idas à missa baseiam-se em tentativas de obter uma cura divina, mas todos sabemos que isso nunca irá acontecer.
A sua saúde, em geral, estava tão debilitada que para terminar com esta missão, só precisaria de lhe causar, literalmente, um susto de morte. Ocasionalmente, ele poderia não sofrer um ataque cardíaco ou mesmo ficar arrepiado com um susto banal. O que eu precisava era de mais técnica neste desempenho. Se eu arquitetasse um plano bastante aterrador, capaz de impressionar até os mais corajosos, aí não haveria dúvida de que o velho morreria na hora.

Inicialmente, considerei algumas tácticas mais complexas, como a inseminação de álcool na sua comida, usando, como arma, uma fruta, levando a uma hipoglicemia após o seu consumo, o que poderia até originar convulsões agudas em adultos saudáveis, ainda para mais num sujeito com uma idade tão avançada. Seria muito divertido observar um idoso tombado no soalho, a sofrer e a contorcer-se descontroladamente. No entanto, tentar pregar um susto de morte, com alguma imaginação, sadismo e certezas quanto à ocasião para a ação, soou-me mais fácil e prático. Mas pensei: o que é que um velhote de 90 anos conseguiria fazer contra um assassino perigoso? Apenas uns chutes no seu corpo seriam suficientes para dizimar a sua vida. O homem é só pele e osso e uma pequena faca seria um dos ideias para concretizar o meu plano em muito pouco tempo.

Eram ainda 8:10 quando me preparei para aniquilar o paizinho da minha mãe, já morta. Sendo parente direto da minha progenitora, não era de esperar que ambos fossem pessoas quase idênticas, não só fisicamente, mas também com alguns reflexos nos seus hábitos: As tendências que os dois possuíam para descompor mentalmente uma pessoa e irritar-se facilmente, já para não falar do consumo elevado de drogas. O meu avô era fumador compulsivo e não só usufruía do tabaco como também de outros produtos recreativos e tenho quase a certeza de que a minha mãe herdou estes vícios do seu pai. Por sorte, ela era filha única, daí eu não ter tido de aguentar mais pessoas com um feitio terrivelmente semelhante.

Quando dei por mim, já estava à porta da casa da minha vítima. Nem sequer me lembrei da sua diminuta distância, relativamente ao domicílio do seu futuro agressor. Se não tivesse deixado de pensar em maneiras simples e mortais para exterminar com este traste idoso e não recordasse o propósito de tanta sobrecarga cerebral, provavelmente continuaria em frente. É daquelas sensações semelhantes àquelas que ocorrem numa viagem de comboio: passamos por várias paragens sem notar e quando estamos perto do nosso destino, lembramo-nos do porquê de termos embarcado e a nossa atenção em redor duplica. Será algum anjo da guarda que ajuda os humanos nestas circunstâncias? Talvez seja... e é possivelmente a única coisa para a qual eles possuem poder. Não conseguem privar as pessoas da morte, sem ser por causas naturais? Será que se eu fosse atropelado por um camião e morto agora mesmo, teria sido obra de um anjo da guarda, com a intenção de salvar as vidas dos outros?

Sem nunca baixar a retaguarda e de um modo cauteloso, observei o meu avô a vestir-se a rigor, como se estivesse prontificado a dirigir-se para um casamento, quando na verdade, ia apenas a uma pseudo-cerimónia, onde não faz mais nada do que grunhir "amén" e acenar afirmativamente com a cabeça. Para ser sincero, estava demasiado bem vestido para ir a uma simples missa. Será que tinha alguma amante? Mas sejamos realistas, quem iria querer um velho que provavelmente só duraria por mais quatro meses?
Espalhadas e pregadas pelas paredes do seu quarto, haviam imensos crucifixos de cobre, iluminados por luzes vermelhas de velas artificiais, em baixo, que permaneciam ligadas à corrente durante dias a fio. O habitual em casas de pessoas mais idosas é uma pequena prateleira ou mesinha, que mesmo sendo diminuta, seria capaz de albergar molduras com fotografias da família; porém, neste quarto, não havia nenhuma. Aparentemente, era maior a prestação de culto e amor ao Espírito Santo do que à própria família. Certamente, substituiu os seus genes biológicos por crenças imaginárias e cruzes que mostram um ínfimo ser humano, cuja única recordação real que nos conferiu foi uma ossada, atualmente subvalorizada relativamente a esqueletos de animais que realmente dominaram o mundo pelo tempo que nele permaneceram.

Não era de espantar que as janelas estivessem abertas num dia como este, integrado numa semana de temperaturas altíssimas. Só precisei de ser discreto e tentar não dar muito nas vistas, de modo a conseguir entrar pela janela da casa-de-banho com sucesso e sem parecer um assaltante. Que antes fosse.
Dentro dessa divisão, havia um espelho portátil, que estava pendurado na parede à direita da única janela. Era uma casa-de-banho muito estreita e a porta estava semi-aberta, a cerca de 5 metros de distância de mim. Retirei o espelho da parede e armei-o, lateralmente, para o esbarrar, pela esquina triangular, na cabeça da vítima, matando-a com um golpe certeiro. Esperei.

Esperei durante mais de 10 minutos, contados pelo relógio suspenso e pregado na mesma parede, que mais pareceram uma eternidade. Foi quando ouvi um estrondo. Pensei, de imediato, que ele se tinha desequilibrado, caído e magoado, estando agora indefeso e totalmente vulnerável ao meu ataque. Saí rapidamente da casa-de-banho e dirigi-me ao quarto... não estava lá ninguém.
Mesmo após vasculhar a casa toda, não vi nem uma única silhueta humana alheia à minha. Entretanto, passei por uma janela que estava direccionada para o jardim, mas propriamente na pequena rampa do passeio onde o meu avô deixava o carro. E reparei que ele já lá não estava.

Pareceu-me que o meu plano tinha falhado. Ele escapou à morte prematura. No entanto, o encontro entre famílias não tinha sido desprogramado, tanto que considerei em telefonar-lhe para vir até minha casa, mas, no momento, não o fiz. De certo que estaria a conduzir e se se distraísse com o telemóvel, teria um acidente, que, na melhor das hipóteses, seria mortal. Aí, toda a cidade ficaria a saber do ocorrido e os conhecidos viriam a minha casa, para dar os pêsames. Se eu aparecesse diante de uma ou duas pessoas, tudo bem, mas se o fizesse para com todos os visitantes, certamente achariam a minha atitude suspeita, já que quem os atenderia seria eu e não os meus pais. Já para não falar do funeral...

Ficou decidido: telefonar-lhe-ia após a cerimónia religiosa. Eu ainda sabia a que horas começava e terminava, porque os meus pais levaram-me lá centenas de vezes, com a tentativa de lavar o meu cérebro com a religião. E sabendo que os costumes religiosos da treta nunca mudaram até hoje, provavelmente os horários para a sua glorificação também não.

domingo, 6 de setembro de 2015

Monstro do lago ness

Fan fic: O percursor da morte, parte 5

Esta fan fic NÃO É baseada em factos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.

Olhei para trás e vi um sujeito de farda negra com o facão Machete Kruki que eu utilizara para terminar com o reinado sujo e religioso das minhas vítimas. E pensei, por um instante, que a próxima entidade a ser escavacada pela arma era para ser eu. Igualmente, um alvo sujo, porém, descontente com o segundo adjetivo, sendo que seria melhor e mais correto o rótulo de "herege".
Eu estava desarmado, não tinha qualquer meio para me defender de um portador de um utensílio bem eficaz (reconhecida assim por experiência própria e alguma alheia). Como é que eu poderia escapar deste calabouço? Fechei os olhos. Durante um momento, julguei que este fosse o último...mas não.

Que era o meu pai, já eu sabia e só podia! Mas o que ele estava a tramar, disso eu não fazia ideia. Aliás, se ele quisesse matar-me, tê-lo-ia feito na hora, impetuosamente.
Após ter raciocinado desta maneira, abri os olhos. A silhueta continuava aprumada no mesmo sítio que antes, ainda com a faca na mão. Percebi que o meu pai não iria agir violentamente contra o seu próprio filho e ergui-me, cuidadosamente, com receio de escorregar na poça de sangue que já estava espalhada por todo o chão da casa-de-banho.

De acordo com o que me contou, o meu pai tinha recolhido a arma para confrontar o tal homem encapuçado que referi anteriormente, caso este ainda estivesse dentro de casa. Alegou que patrulhou toda a casa exceto o porão: exatamente onde eu deixei o cadáver da minha mãe. Neste momento, senti a espinha arrepiada. Eu sabia que ele ia ao porão verificar se havia lá algum invasor de propriedade e logo que visse o cadáver da esposa, notaria o facto de não lhe ter contado nada acerca dela e descobriria que eu era o verdadeiro bandido da história. E mesmo que isso não acontecesse, de certo que se interferiria nos meus planos, desarranjado completamente todo o esquema, contactando a polícia e ambulâncias que acabariam por abrir caminho para a intersecção da mídia. Eventualmente, iriam descobrir que tinha sido eu o assassino. Eu até poderia matar um ou dois agentes, mas nunca conseguiria lutar contra tantos agentes autoritários juntos.

Não me lembrei de nenhum instrumento que pudesse servir para contra-atacar o meu pai e precipitado como ele era, de certo que era impossível encontrar alguma coisa mortífera antes de ele descer todos os degraus do porão. Foi a primeira vez que realmente senti algum medo desde que coloquei este plano em prática. Então, tive uma ideia melhor.

Segui-o até à sala-de-estar, onde, mesmo no fundo, se encontrava a porta para o porão. Ao abri-la, era possível notar uma extensa escadaria que se direccionava até aos confins da escuridão ambiental daquele sítio. Com o interruptor ligado, continuava a ser difícil observar corretamente o interior, dado que o local estava visualmente dominado pelo pó circundante. Não era um compartimento muito usado, além disso, a existência de ratos mexericos, que emitiam chiados agudos dentro do mesmo tornava-o acessível apenas para Lúcifer. De certeza absoluta que estes pequenos animais ajudaram a proliferar a poeira pelo porão, após terem notado a presença do cadáver que atirei lá para dentro e começado, possivelmente, a movimentar-se em seu redor, em busca dos nacos de carne mais apetitosos.

Ainda antes de eu ter estabelecido um juízo acerca do compartimento e também de o meu pai entrar nele, ele empoleirou-se para o fundo, estando situado no primeiro degrau, a contar de cima, supostamente com a esperança de conseguir ver alguma coisa no meio daquela pequena tempestade de areia. Foi aí que lhe dei um chuto nas costas, com toda a minha força, fazendo-o tombar por cima de todos os degraus, raspando e injuriando várias partes do corpo, como os braços, cabeça e joelhos. Eu bem sei que, magoando muito os joelhos, torna-se praticamente impossível, para alguém, um levantamento imediato, permanecendo deitado ou sentado durante alguns segundos, os suficientes que eu necessitei para correr pelas escadas e começar uma luta corpo-a-corpo com o meu pai.

Possuindo ele uma faca perigosa e afiada e eu apenas os meus punhos e pés, sabia que me encontrava em desvantagem para com o meu adversário, mas nunca deixaria que alguém me vencesse. Logo o meu pai, criatura maldita, que sempre se achou superior a mim. Durante toda a minha vida e progresso escolar, subestimou as minhas capacidades, mesmo que eu fosse o melhor do colégio. Às vezes, passava certos dias de férias a estudar uma matéria específica, simplesmente para o impressionar... e mesmo assim, esse tempo perdido nunca surtia efeito nenhum. Elaborava jogos de palavras inúteis, conjugando termos completamente opostos, propositadamente para me baralhar a mente e com isso, tinha a vantagem de me chamar burro, idiota, indigente, entre outros adjetivos do género. E mesmo que eu raciocinasse corretamente, era alcunhado de igual maneira. Mas tudo isso tinha acabado.

O tempo que demorei a escrever este bocado foi o suficiente para, na vida real, poder dar cabo do meu adversário. Espanquei-o sem dó nem piedade, até ter ficado imobilizado, deformado, totalmente ensanguentado. Odiava o meu pai, com todas as minhas forças, tanto que as usei para libertar todo o meu desgosto pela sua pessoa, num formato físico e igualmente doloroso ao que me tinha feito, através dos seus insultos e diversas injúrias verbais.

Após a aniquilação do último indivíduo desta casa, só precisei de expandir a minha sede de matança pelo resto dos integrantes da família. Obviamente, eu não podia ser descoberto por algum deles, caso dessem pela ausência dos meus pais e irmã e além disso... eu estava viciado em matar. Descobri que só ficaria satisfeito caso terminasse com a vida de alguém com as minhas próprias mãos.

Esta será a minha primeira noite com cadáveres em casa. Terei bons sonhos?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Monstro do lago ness

Frase do mês nº46

Encontrei esta frase na secção de comentários numa postagem do site Whiplash:

"O leão nada mais é que um gato crescido."

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Monstro do lago ness

Fan fic: O percursor da morte, parte 4

Esta fan fic NÃO É baseada em factos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.


Dia 10, Sábado, continuação

Enquanto esperava pela sua chegada, observei Lúcifer, o meu gato negro de olhos azuis a passar por entre os meus pés enquanto ronronava, dirigindo-se, posteriormente, para o centro da casa-de-banho, onde se encontravam os dois cadáveres encharcados no próprio sangue. Lentamente, Lúcifer recolheu o seu corpo e as patas, de modo a parecer-se uma pequena bola negra, através de uma visão de retaguarda. Muito junto ao sangue que tinha parado de escorrer, mas ainda fresco, Lúcifer esticou a sua língua e começou a beber o líquido vermelho. Ingeria pequenas doses do mesmo, dado o seu tamanho reduzido.

Num mundo repleto de pestes conhecidas como "humanos", considerei, desde sempre, os animais como os meus melhores amigos. Não só pelos afetos que por eles todos nós possuímos, mas também pela facilidade que eu teria em aniquilar um: não falam, portanto, não gritam nem pedem ajuda, em redor deles somos sempre os gigantes, daí a facilidade neste exercício. Não resmungam quando têm fome ou sede, logo que podem morrer famintos sem nunca ninguém ter culpa. E o melhor de tudo, mas que não se enquadra neste tópico, é que, mudos como são, nunca poderiam denunciar aos outros as atrocidades que apenas um só ser humano é capaz de realizar. Observam-nos como espiões, mas não entendem o que é considerado "mórbido" para uma pessoa normal. Permanecem calados, mesmo que queiram reportar alguma coisa, basta dar-lhes comida ou atirar um osso de borracha ao ar para os calar... não só na vocalização de onomatopeias, como também mentalmente.

No entanto, eu nunca matei um único animal. Nem cães, gatos, ratos ou pássaros. São presas demasiado fáceis. Prefiro lutar contra um humano e sair como vencedor. Passar por despercebido, agir na calada e pensar no próximo plano/vítima são os meus passatempos favoritos. Exigem inteligência, um bom uso da lógica, por parte do cérebro humano. Apenas os cobardes matam animais: pobres e criaturas inocentes sem nenhum mecanismo defensivo...

Toda a minha família estava impugnada quanto ao nome proposto por mim ao gato. Receberam-no como uma "palavra satânica" ou um "nome proibido". É o que dá viver junto de uma família religiosa. Totalmente tapados da realidade, nem sequer sabem o significado do nome "Lúcifer", que tanto desdenham. Ironicamente, é uma força que os religiosos buscam: A Luz. "Lúcifer" significa "Iluminado". Está mais coberto pela luz um ser encarado como demoníaco do que os membros da minha pobre família. A única luz que conseguiram visualizar foi aquela, que se encontra ao fundo do túnel. Porque por toda a sua vida, ofuscada pela religião, tornaram-se nuns merdas, seguidores de Deus, cegos quando à vida real, cegos quanto às necessidades de um filho...

Repentinamente, ouvi a campainha a tocar. Ao olhar pelo pequeno vidro que me permitia observar o exterior, vi que quem estava do outro lado era o meu pai. Eu bem podia abrir a porta e matá-lo no momento, mas não seria uma boa alternativa para um morador de uma vivenda, sabendo que qualquer um que passasse por aqui e visse o assassinato denunciar-me-ia imediatamente. A minha única opção era deixá-lo entrar e exterminá-lo aqui dentro. Mas isto não correu como planeado...

Assim que abri a porta, o meu pai correu diretamente para a casa-de-banho e viu...
o assassinato que cometi... mas o pior é que eu tinha deixado o facão junto aos cadáveres e não sabia que outro objeto poderia usar para acabar com a minha família de vez. E lembrei-me que a casa-de-banho tinha janelas para o exterior. Julgo que o meu pai tenha visto a divisão coberta de sangue quando passou por ela. Foi então que decidi baixar a sua guarda.

Eu disse que um homem encapuçado tinha entrado em casa enquanto eu fazia o jantar, acrescentando que o observei de esguelha, não podendo captar muitos pormenores da sua aparência física. Aleguei que tinha telefonado à polícia para vir cá a casa.

Ele estava irrequieto e com o rosto lavado em lágrimas. Nem sequer chegou a perguntar pela mãe. Também não lhe disse que tinha ouvido gritos da Beatriz, aliás, eu penso que não observou o cadáver por tempo suficiente para entender que tinha sido esquartejada e caso estivesse viva, fartar-se-ia de gritar de dor durante a retalhadura da sua carne.

Quando finalmente caminhou para fora da área adjacente à casa-de-banho, tive a oportunidade perfeita para pegar no facão e espetá-lo na cabeça ou no coração, de modo a terminar com tudo de vez. Mas quando entrei na divisão, não vi o objeto em lado nenhum. E quando percebi o que poderia ter acontecido, já era tarde de mais.